Esculturas de JK, Niemeyer, Portinari e Burle Marx enfeitam a Pampulha

O mirante em frente à Casa Kubitschek recebe o monumento que retrata os quatro gênios em tamanho natural. A obra da artista Vânia Braga foi construída para encantar ainda mais os turistas e moradores
Belo Horizonte ganha mais um espaço de contemplação à orla da Lagoa da Pampulha, Patrimônio Cultural da Humanidade. Em parceria com a Fundação Municipal de Cultura, a Belotur reinaugura nesta terça-feira, dia 13, o Mirante Bandeirantes, localizado na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4188, em frente à Casa Kubitschek. Ele acabou de passar por uma revitalização e, com o processo de recuperação, ganhou novos bancos, iluminação e banheiros.
Com a revitalização do mirante, BH ganha também o monumento da Eterna Modernidade, obra da escultora Vânia Braga em parceria com o artista plástico Diego Rodrigues. O projeto, idealizado pelo atual presidente da Fundação Municipal da Cultura, Leônidas de Oliveira, é um tributo a Juscelino Kubitschek e aos três principais artistas responsáveis pelo projeto arquitetônico da Pampulha: Oscar Niemeyer, conhecido por suas curvas inovadoras e pela grandeza de suas obras; Burle Marx, com suas belas paisagens; e Cândido Portinari, com seus painéis singulares. Todos eles, que foram responsáveis por compor a paisagem do conjunto da Pampulha, agora também serão parte dela.
“Monumentos são formas de demarcar espacialidades e tempo. A ideia é que este mirante, localizado bem em frente à Casa que JK frequentou nos anos 40, se torne mais um lugar de encontro e de conhecimento da Pampulha e de sua contemplação. Queremos trazer a luz, para além dos edifícios e suas obras de arte, seus criadores. Interpretando a modernidade da Pampulha, fenômeno tipicamente brasileiro que aqui se deu nos idos de 1940 e agora é da humanidade também”, afirma o presidente da Belotur Leônidas Oliveira.
Cercado por belezas naturais, arquitetônicas e artísticas, o Conjunto recebeu, em julho deste ano, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. O monumento em bronze, que levou cerca de quatro meses para ser finalizado, é composto pelos quatro personagens em tamanho real e tem como objetivo, enriquecer e eternizar a história de criação do complexo. A artista reforça a importância da união entre seus colaboradores para finalização da obra dentro do prazo previsto. Segundo Vânia, não existiram feriados e nem finais de semana. “Diego teve um papel fundamental na execução da obra. Posso dizer que as esculturas foram moldadas a quatro mãos”, afirma ela.
A obra foi patrocinada pela Construtora Patrimar, do empresário Alex Veiga. “Nós estamos vivendo um momento mágico. Estamos no meio de uma crise e Belo Horizonte recebe um presente desses. Eu, que gosto muito de viajar, sei o quanto isso é importante para nossa cidade. Belo Horizonte vai ter um retorno enorme na área de turismo, os hotéis e restaurantes vão agradecer. E é uma honra participar desse projeto. A Patrimar é uma grande parceira da prefeitura de Belo Horizonte. Então, tudo aquilo que a prefeitura julgar que seja importante para a cultura a Patrimar apoia”, afirma Veiga.
Conhecida por suas artes de linhas bem desenhadas e de estilo vanguardista, Vânia Braga, há 35 anos no mercado de artes plásticas, nos últimos quinze anos descobriu sua paixão pelas esculturas, às quais se dedica unicamente. A artista foi a criadora do monumento de Chico Xavier, localizada na cidade de Pedro Leopoldo (MG), o monumento do imigrante libanês, em Teófilo Ottoni, e da tão conhecida pantera Maternidade localizada no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Apaixonada desde sempre pela Pampulha, aonde ia quando criança com seu pai, o grande artista plástico Alberto Braga, Vânia finaliza: “este é um marco muito importante na minha carreira como escultora. Ter um Monumento meu no complexo da Pampulha, entre as obras de grandes artistas, é uma imensa responsabilidade, mas, sem dúvida um sonho que se tornou realidade”.
VÂNIA BRAGA
Autora de esculturas em bronze, mármore e resina cristal, a artista Vânia Braga vem conquistando o país com suas peças ousadas e sofisticadas, especialmente as que têm temas de animais, como os cinco felinos expostos na 14ª edição do reality show Big Brother Brasil, da rede Globo. A artista também esculpiu o buldogue inglês Elvis, do cantor sertanejo Cesar Menotti. O animal ficou conhecido após a participação do cantor no quadro Medida Certa, do Fantástico. Mas não são apenas os animais esculpidos pela artista que fazem sucesso. Vânia entregou um monumento em homenagem ao médium mais famoso do Brasil, Chico Xavier. A obra tem tamanho natural, foi inaugurada quando ele completaria 104 anos, em Pedro Leopoldo – cidade Natal de Chico e também de Vânia -, na região metropolitana de Belo Horizonte. Outro destaque na carreira da artista foi a inauguração, da escultura Maternidade, que integra o jardim do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. A escultura foi sua primeira obra a se tornar monumento público. A imagem transmite a proteção de uma pantera com seu filhote, remetendo ao cuidado que uma mãe tem com o filho. Em novembro de 2015, a artista inaugurou uma obra de um libanês, em bronze e tamanho natural, em Teófilo Otoni, para representar a chegada de imigrantes no Brasil.
DIEGO RODRIGUES
Diego Rodrigues iniciou seu trabalho como escultor aos 15 anos de idade e sua formação como artista plástico se deve, principalmente, ao convívio com o pai. Diego começou a frequentar uma fundição com 10 anos de idade, tendo contato assim, com diversas ramificações da arte. Atualmente, o artista retrata mulheres que são inspiradas em uma única mulher.

Por: ASCOM

Fonte: belohorizonte.mg.gov.br